13/06/2013
Atualizada: 13/06/2013 00:00:00
Durante a primeira sessão do julgamento, realizada no dia 5, a defesa argumentou contra a acusação de incitação à libertinagem afirmando que "seus corpos não são um objeto de exibição para seduzir, mas uma mensagem política".
As feministas, de acordo com o Código Penal tunisiano, poderiam ter sido sentenciadas a uma pena de prisão máxima de um ano, com cumprimento da condenação.
Por outra parte, o juiz responsável pelo caso de Amina Esbui, mais conhecida como Amina Tyler, que está sendo julgada na cidade de Qirauán, a 160 quilômetros ao sul de Túnis por profanar o espaço sagrado de um cemitério e atentar contra os bons costumes, ainda não se pronunciou após a primeira sessão do julgamento realizada no último dia 5.
A advogada de Amina, Boshra Bel Hajj Hamida, disse à Agência Efe que o juiz ainda não ditou sentença nem convocou uma nova sessão, enquanto a jovem ativista continua presa.
O processo de hoje aconteceu sem incidentes, depois que na semana passada foram expulsas do país três ativistas do Femen de nacionalidade ucraniana e bielorrussa, que pretendiam protestar perante o Palácio de Justiça da capital tunisiana em solidariedade a suas quatro companheiras detidas.
Amina ficou conhecida em março depois que foi divulgada uma foto sua na internet na qual aparecia seminua para criticar a moral conservadora de seu país. Sua ação provocou o mal-estar das autoridades, que através do Ministério de Assuntos Religiosos demonstraram sua condenação, considerando "um ato provocador contrário aos bons costumes morais e aos valores do povo muçulmano". Além disso, despertou tanto a indignação de grupos de extremistas religiosos que chegaram a sugerir que Amina deveria ser castigada e apedrejada.