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21/06/2013
Atualizada: 21/06/2013 00:00:00


 

Ex-inspetores da ONU contestam veracidade de testes apresentados por EUA, Reino Unido e França
 
 

 

Diplomatas e especialistas em armamentos químicos afirmaram nesta sexta-feira (21/06) que não é possível comprovar a veracidade da utilização de armas químicas na Síria. Segundo o grupo,  que entregou uma nota oficial à ONU, “a natureza das evidências físicas não é confiável para garantir autenticidade dos testes”.
Nos últimos meses,  EUA, Reino Unido e França apresentaram documentos com evidências - incluindo teste de sangues – que comprovam que as tropas sírias utilizaram o gás sarin.
Agência Efe Controvérsias sobre utilização de armas químicas no conflito na Síria 
No entanto, dizem os especialistas, nenhum inspetor teve real acesso às pessoas e ao território sírio, o que torna impossível chegar a um veredito sobre a utilização de gases letais no país. Além disso, os relatórios apresentados por governantes do ocidente são baseados em evidências químicas que podem ter sido contrabandeadas pelos opositores ou por agentes da Inteligência.
“Você pode tentar o seu melhor para fazer uma análise desse tipo. No entanto, analisar de longe é sempre impreciso”, afirmou o ex-inspetor da ONU David Kay, em entrevista à imprensa norte-americana.
“Você será um idiota se não observar a questão com um pouco mais de precaução” disse Kay, que foi responsável pelas mesmas análises após a invasão ao Iraque em 2003.
Outra alegação do grupo de ex-inspetores é que não é possível obter provas acerca dos métodos de averiguação além de não existir nenhum relatório de métodos contra fraudes e manipulações. “Existe falta de transparência no processo”, afirma Ray, que representa um grupo de ex-inspetores e diplomatas que não desejam ter sua identidade revelada, segundo informações do jornal Washington Post.

 

 

 

O governo dos EUA anunciou no começo de junho que pretende fornecer aparato militar aos opositores sírios. Além da morte de milhares pessoas nos conflitos no país, a justificativa oficial de Washington é a utilização de armas químicas pelo presidente Bashar al Assad.
Os serviços de inteligência dos Estados Unidos afirmam que "os sírios utilizaram armas químicas em pequena escala contra a oposição em múltiplas ocasiões durante o ano passado".
O exército sírio "utilizou armas químicas, inclusive o agente sarin, múltiplas vezes no último ano", o que viola a "linha vermelha" traçada pelo governo norte-americano, segundo disse durante entrevista Ben Rhodes, conselheiro adjunto da Segurança Nacional da Casa Branca.
Nos últimos meses, os EUA têm defendido a intervenção militar na Síria, mas a medida, até o momento, foi bloqueada pela Rússia. 

Fonte: Opera Mundi

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