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29/04/2017
Atualizada: 29/04/2017 00:00:00


O País amanheceu paralisado neste 28 de abril. A Greve Geral de 2017 é considerada a maior da história do Brasil. Estima-se que aproximadamente 40 milhões de brasileiros/as deixaram de trabalhar nos 26 Estados da Federação e no Distrito Federal. Em Alagoas, quase todas as categorias cruzaram os braços.

Desde as primeiras horas da manhã, já era possível sentir o clima de Greve em diversos pontos da cidade. As ruas estavam vazias, no Centro poucas lojas abriram e os ônibus não circulavam. O que registrava-se na cidade eram gritos de ordem, panfletagens, intervenções artísticas culturais e bandeiras dos mais variados segmentos.

Logo ao nascer do sol, manifestantes de diversas categorias e movimentos sociais populares iniciaram suas atividades de greve. A unidade dos lutadores do campo e da cidade fez fechar várias rodovias do Estado e a principal avenida de Maceió (a Fernandes Lima). Houve piquetes, barricadas, mobilizações de quase todas as categorias de trabalhadores/as em Alagoas.

Na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ninguém trabalhou. Foi uma luta unificada entre professores, técnicos e comunidade acadêmica, contra as retiradas de direitos do governo Temer. A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) esteve presente logo pela manhã, no fechamento dos portões da universidade, junto com a categoria dos técnicos. Além de estar presente em atos em outros municípios alagoanos, como em Delmiro Gouveia e Arapiraca.

“O ponto alto ontem foi a ampla unidade das entidades que construíram o ato e a greve como um todo. Aqui em Alagoas só foi possível graças às iniciativas da Adufal em construir essa unidade”, destacou Carlos Müller, diretor de Política Sindical da Adufal.

Na parte da tarde cerca de 30 mil manifestantes concentraram-se na Praça Centenário, no Farol e marcharam em direção à Praça dos Martírios no Centro da Cidade. A unidade do povo nas ruas aponta a insatisfação da sociedade brasileira com governo Temer e seus aliados na Câmara, no Senado e no Judiciário. Além de denunciar os cortes de direitos promovidos pelas propostas de reformular as leis trabalhista e previdenciária do governo golpista, a posição do povo nas ruas é: “FORA TEMER, NENHUM DIREITO A MENOS, DIRETAS JÁ!”.

O Ato foi finalizado com apresentações artísticas culturais e intervenções populares dos manifestantes. A diversidade de segmentos sociais e a satisfação da luta apresentada nos rostos dos/ lutadores/as sugere a intervenção dos atores sociais populares na retomada da construção da política nacional do Brasil. 

 

 

 

Fonte: Ascom Adufal

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